é como se eu já estivesse morto
(em uma tentativa frustrada você conseguiu me matar)
sem rasgar minha pele
sem uma gota de sangue sequer
era pra você estar em paz agora
pisando nas nuvens lilás-amora
num sono profundo e tranquilo
deixando, contudo, aquilo
a vida vadia e bêbada
sem que ninguém percebesse
o quanto és vazio por dentro
aquele que mais tentou fazer você sorrir
não passaria de um cadáver em suas mãos
outro cadáver
como daqueles que sonharam tão alto
e acabaram caindo de seus sonhos
eu queria o melhor pra você
e sabia, só eu te escutava
teimei não querendo fazer
mas matando-o tudo acabava
rasgando seu peito no meio
a dor da sua vida eu findava
não fosse eu, tu, um receio
e o amor que a gente se amava
você me conhece de mais
e sabe cada ponto fraco
sabe o pior e o melhor jeito
de me deixar a seus pés
ainda assim
quis ver meu sangue lavar suas mãos
quis ver meu sangue
embora eu te amasse comigo
sozinho seria igual
e não me faltava coragem
nas mãos eu tomei um punhal
é como se eu já estivesse morto
(em uma tentativa frustrada você conseguiu me matar)
segunda-feira, 15 de setembro de 2008
terça-feira, 12 de agosto de 2008
Esquizofrenia, reflexo e reflexão.
A histeria ferve em seus ossos exacerbadamente.. Você já percebe que não tem como fujir do círculo vicioso que é tentar desvendar a vida ao invés de vive-la. E cai no buraco da autofobia, corroendo e corroendo seu corpo e mente, mais que nunca.
É tão certa essa autodestruição corpórea, já tão visível, que ela se torna logicamente inevitável. Já a mente, permanece aparentemente intacta.
Nenhum espelho atual é como qual quer anterior
nenhum é como o que virá
já me vi em muitos reflexos
e a única semelhança entre eles é o pranto que nunca acaba
o tempo rasga meu corpo devagar como duas laminas no papel
e eu assisto a tudo como um filme de fim triste
bom seria se houvesse um fim
mas isso simplesmente não acaba
segundos se tornam dias e dias se tornam anos
e eu sempre me deparo numa moldura diferente
já não sou a mesma pessoa, mas a mente, permanece aparentemente intacta.
É tão certa essa autodestruição corpórea, já tão visível, que ela se torna logicamente inevitável. Já a mente, permanece aparentemente intacta.
Nenhum espelho atual é como qual quer anterior
nenhum é como o que virá
já me vi em muitos reflexos
e a única semelhança entre eles é o pranto que nunca acaba
o tempo rasga meu corpo devagar como duas laminas no papel
e eu assisto a tudo como um filme de fim triste
bom seria se houvesse um fim
mas isso simplesmente não acaba
segundos se tornam dias e dias se tornam anos
e eu sempre me deparo numa moldura diferente
já não sou a mesma pessoa, mas a mente, permanece aparentemente intacta.
quarta-feira, 2 de julho de 2008
Sem Nome.
Vejo sua roupa esfarrapada e banhada em sangue. Seu cérebro
ainda pulsante, ainda cinzento, bem como este dia, bem na minha frente. As
entranhas enroscadas na cortina como murcilhas de porco estiradas ao sol,
alguns ossos parcialmente inteiros e a vesícula intacta espirrando um suco
viscoso e esverdeado. A curta e quase imperceptível sensação de te ter vivo,
logo apagada pelo impacto das suas vísceras esparramadas.
Um dia nublado, chuvoso e tétrico. O dia em que você, meu pequenino,
se explodiu.
ainda pulsante, ainda cinzento, bem como este dia, bem na minha frente. As
entranhas enroscadas na cortina como murcilhas de porco estiradas ao sol,
alguns ossos parcialmente inteiros e a vesícula intacta espirrando um suco
viscoso e esverdeado. A curta e quase imperceptível sensação de te ter vivo,
logo apagada pelo impacto das suas vísceras esparramadas.
Um dia nublado, chuvoso e tétrico. O dia em que você, meu pequenino,
se explodiu.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
Virginia
Hoje, agora, queria olhar nos olhos teus, sempre resplandecentes por tras das lentes dos óculos,
e pegar em tuas mãos, dizer-te o quanto és bonita, e ver tua boca sorridente mais uma vez, minha querida.
Eu lembro com muito carinho dos nossos abraços demorados e dos beijos demasiadamente calorosos. Um sentia o pulsar do outro enquanto ouviamos música, e tudo isso era muito bom. No entanto eu não sei se sinto saudade. Talvez sim, mas esse sentimento, por ser tão inexplicável, não me permite decifrar.
Queria poder controlar-me por completo, conhecer-me-ie melhor e ordenaria que meu coração te amasse com o tanto de amor que mereces. Se eu pudesse controlá-lo dioria a ele que se apaixonasse por você, mas meu cérebro não consegue comandar meus sentimentos.
Logo, amo-te racionalmente, mas essse amor só nao se concretiza devido ao meu amor por você não acontecer.
e pegar em tuas mãos, dizer-te o quanto és bonita, e ver tua boca sorridente mais uma vez, minha querida.
Eu lembro com muito carinho dos nossos abraços demorados e dos beijos demasiadamente calorosos. Um sentia o pulsar do outro enquanto ouviamos música, e tudo isso era muito bom. No entanto eu não sei se sinto saudade. Talvez sim, mas esse sentimento, por ser tão inexplicável, não me permite decifrar.
Queria poder controlar-me por completo, conhecer-me-ie melhor e ordenaria que meu coração te amasse com o tanto de amor que mereces. Se eu pudesse controlá-lo dioria a ele que se apaixonasse por você, mas meu cérebro não consegue comandar meus sentimentos.
Logo, amo-te racionalmente, mas essse amor só nao se concretiza devido ao meu amor por você não acontecer.
segunda-feira, 26 de maio de 2008
eu e mim
Eu conheço a mim, e conheço você...
Você é cara metade, mas eu, sim, sou inteira
Alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma...
Se o amor nasceu, mim chorou...
Se o mim nasci, eu também
Se o mim nasceu, eu chorei
Se o eu nasci, mim amor
Você se foi para o sempre
E mim ficou com eu mesma
Eu e mim dividimos apenas aquela certeza
Você me queria levar
O amor que eu sinto por mim mesma
Enfim, eu amo mim
E deu, mim ama eu!
Você é cara metade, mas eu, sim, sou inteira
Alguém dentro de mim é mais eu do que eu mesma...
Porque eu amo mim
E sim, mim ama eu!
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